Novembro 02, 2009

Porcelana Negra

Esse instinto assassino
Essa curiosidade infinita
O vento no rosto não lhe satisfaz mais
A insanidade é apenas uma breve satisfação

Onde você chorou, eu nunca fui
O que você faz, eu nunca fiz
Não te vejo assim tão diferente

Uma boneca de porcelana negra
Tão fria, tão psicótica e analítica
Sua pele é fria e esta coberta de maus caminhos
Aparente força, uma mulher

Mas aquele que a toca, pode se ferir
Se ferir nos pedaços deixados pelo tempo
Locais quebradiços e venenosos
Sua defesa contra tudo e todos

Farpas mortais, que ficaram até que alguém as quebre
Fincar em carne viva até que essas farpas se quebrem
E torne-a no que realmente quer

A espera é ilusória,
A ilusão é acreditar nas farpas
Seja feliz.

6 000 comentários:

Rubicreide disse...

lindo lindo lindo
entre todos os seus, esse é o mais lindo.
to quebrando aqui comigo rsrs

J disse...

"Onde você chorou, eu nunca fui"
adorei essa frase!
Belíssimo poema!

Audrey Carvalho Pinto disse...

... bonito, e dessa beleza eu nao sei!

[M]. Atahualpa disse...

Tudo isso me faz lembrar as putarias e escritos a base de alcool e drogas dos Beats.

Arc disse...

É incrivel como se pode causar diferentes sensações dependendo da esperiencia de cada um, adoro isso.

Obrigado.

meus instantes e momentos disse...

é isso aí,
" ilusão é acreditar nas farpas"
com certeza
Maurizio